2009 July 1st
Embora o nome estagiaridade faça parecer que o blog é para estagiários, você sabe bem que a idéia do termo é outra.
O lado bom dessa confusão é que ela provavelmente ajuda a aumentar a quantidade de seguidores no twitter, leitores de RSS, friends no MSN e, principalmente, o número de e-mails que recebo de estudantes e estagiários pedindo ajuda ou opiniões.
E isso só acontece porque adoro me relacionar com estudantes e tento ao máximo manter contato com esse jovens.
Assim como meu amigo Alex Luna, isso não quer dizer que sinto saudade de quando estava na faculdade. Acontece que é uma ótima maneira de manter atento o olhar ao que está acontecendo de bacana e novo no mundo.
No mundo por qual eu e quem tem mais de 20 anos já passou.
É nesse mundo que brotam a maioria dos hypes e grandes mudanças de comportamento social que ditam o consumo atualmente.
Por isso mesmo, são eles que estão no topo das maiores novidades e transformações que vão mudar a forma de como eu, e quem tem mais de 20 anos, trabalha com publicidade.
E assim, é bobagem esquecer dos estudantes.
Aquela lenda de menosprezar o universitário, ou sacanear o estagiário, só cabe a quem já tem aposentadoria anunciada, ou não está interessado em o que está por vir.
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Comunicação
2009 June 20th
Há alguns dias, o ácido Bob Garfield fez uma crítica ao Festival de Cannes, dizendo que o maior festival de publicidade do mundo está obsoleto e que o último ano foi, para a nossa indústria, um buraco negro.
Com exceção do Burguer King, que fez as campanhas Whopper Sacrifice e Whopper Virgins.
Embora concorde com algumas coisas que ele diz, como o trabalho extraordinário que a Crispin Porter+Bogusky faz para o maior concorrente do McDonald’s, acho que o festival não deve ser castigado assim. Veja bem.
Cannes não reflete mais o futuro da publicidade como fazia tempos atrás. Toneladas de prints e films não são o melhor que a publicidade pode fazer, principalmente na nossa realidade atual.
Mesmo que alguns insistam em dizer que o importante é a idéia por trás da execução, que resolve os problemas dos clientes, não dá para comparar o uso criativo e original de novas mídias, ou ações btl de brand experience, com um outdoor ou um anúncio de folha dupla, quando o que está em jogo é ‘o melhor da publicidade mundial’.
Ainda assim, o Festival de Cannes é a premiação que está mais à frente do que pode ser considerado o futuro da nossa indústria. Basta ficar atento às categorias Interactive e Integrated. Em que outro festival a gente encontra idéias grandiosas como, por exemplo, a campanha do Obama?
Eu ainda não pude ir a Cannes, mas considero o endosso do Fabiano Coura, quando diz que tem muito chato anunciando a morte disso ou aquilo, sem observar a cena toda.
Cannes, como conhecíamos, morreu. Viva Cannes.
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Comunicação
2009 June 17th
Prepare uma série de perguntas, aborde algumas centenas de pessoas e descubra porque elas amam tal produto.
Agora pegue outro punhado de pessoas, mas desta vez tem que ser poucas, 20 devem dar, prepare um novo questionário e comece um debate sobre o que faz elas comprarem tal produto.
Leve ao computador por alguns minutos e pronto, está desvendado o segredo para criar novas Coca Cola’s, McDonald’s e Nike’s.
Não me leve a mal, pesquisas quantitativas e qualitativas têm sua importância, mas eu acho que muitas vezes as consideramos verdades absolutas, e é aí que mora o perigo.
Nós esquecemos que o que as pessoas dizem sobre si mesmas, geralmente não corresponde ao que realmente são e, principalmente, a como agem.
Eu posso dizer que compro cerveja Heinneken porque acho-a mais gostosa, enquanto na verdade bebo porque é cool. Ou pelo menos meus amigos acham cool.
Posso dizer que adoro filmes românticos mas não perco um Almodóvar, só para fazer boa impressão para a gata do focus group.
Mais que isso, eu simplesmente devo achar que compro Absolut por um motivo, enquanto meu cérebro me faz comprar por um estímulo que nem eu sei ao certo.
Por mais que gostemos de dizer que somos seres racionais, a maioria de nossas decisões são tomadas emocionalmente.
Sendo assim, não há razão para acreditar em pesquisas qualitativas e quantitativas.
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Planejamento
2009 June 15th
No começo desse mês aconteceu o evento Mi Case Su Case, do Grupo de Planejamento. Nele, quatro planners de longa estrada apresentaram um case do qual se orgulhavam ter participado e um em que gostariam de ter trabalhado.
Tive o prazer de conferir, ansioso por nunca ter ido a um evento do GP. E se você perdeu, não se preocupe, no blog do grupo você fica por dentro do que aconteceu.
As apresentações foram bacanas, os palestrantes falaram bem e a diversidade de especialidades foi o ponto alto, muito importante para evidenciar o planejamento estratégico por trás das campanhas.
No entanto, minhas impressões ficaram abaixo das expectativas. Culpa da novidade, talvez.
Os cases eram interessantes, bacanudos e criativos, mas nem todos mostravam os resultados reais que trouxeram para a marca. E embora eu tenha ficado com aquela inveja branca de todos, é bem mais gostoso ver o aumento de lembrança de marca, market share, etc.
Além disso, senti falta de cases undergrounds, diferentes dos que vemos no Meio & Mensagem, PropMark ou blogs de publicidade.
Como já estava começando a me sentir um chato nesse ponto, resolvi bater um papo com amigos que estavam no evento e me surpreendi em ver as mesmas reações.
Já que foi o primeiro evento do GP a que fui, não posso comparar com outras edições. O jeito é acompanhar os próximos de perto e ver o que acontece.
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Planejamento