O planner, o criativo e o atendimento facilitador

Quando comecei em planejamento estratégico, percebi que o segredo do negócio é aprender a lidar com pessoas e conseguir suas melhores contribuições.

Assim os trabalhos ficam melhores e todos os envolvidos ficam mais felizes: o planner, o criativo e o atendimento.

Os resultados são ainda mais prazerosos quando estes 3 profissionais tem uma característica que vai além do talento específico: trabalham para facilitar a vida do outro.

Parece simples, mas ainda são raras as pessoas que compreendem que quando o planejamento, a criação e o atendimento se ajudam, a vida de todo mundo fica mais fácil.

Essa postura profissional funciona no processo de trabalho de qualquer agência. É questão de traquejo para trabalhar em equipe e de ter colhões para jogar com a responsabilidade na mão de todo mundo.

E para aprender isso não precisa ir longe. É só olhar para o cara que facilita o trânsito, que se entende com os vizinhos ou que não joga a bituca do cigarro na rua.

A gente aprende novas tecnologias, que mercados são conversas ou como as pessoas se comportam nas redes sociais, mas o risco de dar um tiro no pé é enorme se bobeamos nos hábitos do bom convívio em conjunto.

O brasileiro e as redes sociais

Embora o brilho da comunicação de marcas em redes sociais esteja em entender a relação entre o consumidor e as plataformas digitais, é bacana ficar por dentro de alguns números que indicam o perfil do brasileiro-padrão:

Vale ressaltar também que gigantes sociais no Brasil: Orkut, YouTube, Twitter, Facebook e Blogger, fazem parte do top 20 sites mais acessados pelos brasileiros, segundo o Alexa.

O que as pessoas querem

Henry Ford disse:

If I’d asked my customers what they wanted, they’d have said a faster horse.

Steve Jobs disse:

You can’t just ask customers what they want and then try to give that to them. By the time you get it built, they’ll want something new.

Tanto Ford como o CEO da Apple têm posições muito fortes sobre como lidar com a vontade das pessoas.

Embora faça sentido pensar em perguntar ao público de uma marca o que é que eles querem, 10 minutos fazem a idéia parecer um tanto absurda.

Afinal, as pessoas não sabem exatamente o que querem. O próprio sentido de querer alguma coisa é subjetivo.

Acaba que a gente encontra respostas imediatistas que podem não ser exatamente o que as pessoas querem para o futuro, como um jantar no restaurante do Alex Atala hoje à noite.

Assim como benefícios para o futuro que não tem nada a ver com o que passa pela cabeça dela hoje, como segurança financeira.

E nós, que não temos idéia por onde começar a entender esse comportamento irracional, apelidamos carinhosamente o bando de dados de “pesquisa”.

Só curiosidade não basta

Curiosidade é a característica que se destaca quando a gente coloca lado a lado os nomes que mais admiramos na publicidade.

Tanto é que todo publicitário já ouviu, em algum momento da carreira, que para se dar bem na profissão é preciso ser, antes de tudo, curioso.

E foi ela mesmo, a curiosidade, que me fez cansar de blogs de novidades da publicidade, trendhunters, palestras showcase e centenas de feeds.

Pense comigo, o valor não está em saber das coisas, saber das últimas. O que importa é como essas informações novas mexem com você, te fazem pensar, contestar ou mudar alguma coisa.

Do contrário o valor fica nos fatos. E nós vivemos de fazer comunicação, publicidade, propaganda. Não só notícias.

O legal do curioso é sua capacidade de aprendizado.

Não que não seja bacana saber que a ação que uma exportadora de amendoins fez na Mongólia empurrou os limites da criatividade atual.

Mas se o cara ficou sabendo dela e logo pensou em reproduzir para o cliente que vende absorventes íntimos, amigo, you’re doing it wrong.

A não ser que o aprendizado seja coerente ao business e tenha relevância para o target, a curiosidade não conseguiu o mais importante: mudar seu jeito de pensar.

!UPDATE!

Esse assunto é reflexo de um insight muito interessante para quem adora saber das novidades da publicidade.

Layout novo, 2 anos de blog e obrigado!

O ritmo de trabalho quase fez o estagiaridade voltar só depois do carnaval, mas com tanta gente bacana apoiando, não tinha como dar mole.

Teve gente mandando e-mail, deixando scrap no Orkut, DM no Twitter e até sinal de fumaça, mostrando a maior recompensa que eu poderia esperar desse blog: a certeza de que ele consegue mexer com as pessoas e provocar mudanças.

E para começar 2010 com novo fôlego, o blog está com layout novo. Muito obrigado por esses 2 anos de trocas e crescimento.