Insight sobre a segmentação de mercado da Mosaic

Passei algum tempo estudando a proposta da Mosaic para segmentação do mercado consumidor brasileiro, e essa alternativa ao Critério Brasil me deixou interessado.

Dividir as pessoas em classes ABCDE, hoje, é bastante míope. Esse novo modelo cruza dados do IBGE e do PNAD e acaba criando um novo ponto de vista para entendermos o comportamento de consumo dos brasileiros.

A dificuldade de toda segmentação de mercado é a própria tentativa de classificar pessoas em grupos únicos. Como se a classe A não tivesse nenhum elemento em comum com a classe C e vice-versa.

No estudo da Mosaic não é diferente, mas o foco geográfico pode acrescentar muito no nosso entendimento do target.

Estou ansioso para aplicar o modelo em um novo projeto. Assim que tiver a oportunidade, volto aqui para contar o resultado.

Segmentação do mercado consumidor brasileiro

Critério Brasil é um parâmetro distante da realidade brasileira. Vale a pena conferir essa nova proposta da Serasa Experian para a segmentação do mercado consumidor brasileiro em clusters.

Ela pode contribuir para o seu trabalho como planner.

Confiamos mesmo nas recomendações dos amigos?

Falando sobre confiança e como os consumidores tomam decisões, comentei o Trust Barometer 2010 da Edelman e ele merece uma observação.

Recapitulando, o estudo aponta que a confiança nas opiniões dos amigos para a tomada de decisões está diminuindo, como mostra o gráfico:

Sem discutir a metodologia da pesquisa, acho que essa queda de confiança não quer dizer que ficamos mais céticos sobre as recomendações dos nossos amigos.

É a definição de amigo que está sofrendo mudanças por causa das redes sociais.

Hoje nós chamamos de amigos um monte de gente que nunca vimos pessoalmente. Com o Orkut, o Facebook ou o Twitter é muito fácil virar amigo, basta um clique.

Acontece que o que realmente conecta eu a você são as experiências em comum, e é aí que nasce a confiança.

Por isso, nunca vamos deixar de acreditar nas recomendações de nossos amigos e as relações online não vão substituir as experiências cara a cara.

Confiança e cadeia de decisões dos consumidores

Fazendo algumas conexões nos feeds essa semana, destaquei uma observação interessante do Jon Dale sobre como as relações públicas funcionam atualmente.

Ele diz que as pessoas estão cada vez mais confiando nas informações obtidas com os amigos em redes sociais, enquanto a confiança nos meios de comunicação tradicionais continua a cair.

Na contramão, a Edelman lançou seu relatório anual Trust Barometer e mostrou que a própria confiança nas opiniões dos amigos para a tomada de decisões está diminuindo.

Segundo o estudo, as pessoas precisam ver e ouvir a informação em cerca de 5 lugares diferentes antes de acreditar nela.

Isso me fez parar para pensar em como muitas ações ainda desprezam esse fato e como isso consome o tempo e o dinheiro de criativos, planners, atendimentos e clientes.

A gente acaba tendo o impulso de acreditar que as decisões são tomadas na hora, enquanto elas, de fato, não são.

Ao invés de uma única decisão, um único estímulo, o que faz eu e você acreditarmos em algo ou termos uma atitude é uma cadeia de circunstâncias e decisões.

Inclusive o caminho que tive que percorrer para chegar até esse post.

Malcolm Gladwell tem um livro muito bom sobre o assunto: Blink. Estou lendo e recomendo.



Banksy vs. Bristol Museum e como conquistar pessoas

Cada vez que leio uma notícia ou vejo uma nova obra de Banksy, aprendo algo interessante como planner. Principalmente sobre o poder das histórias no planejamento.

Dessa vez foi com a exibição Banksy versus Bristol Museum, que aconteceu em junho do ano passado, quando ele remixou a coleção do museu inglês colocando mais de 100 obras suas.

No primeiro dia do evento, mulheres, homens, idosos e crianças ficaram horas em fila esperando a vez para ver o que o artista anônimo tinha preparado.

E o que fez as pessoas que normalmente não visitariam o museu aguardarem ansiosamente pela exposição? Está aí um insight simples e poderoso: elas se sentiram parte da experiência quando, de outra forma, se sentiriam excluídas.