A Gente Não Quer Só Comida

Tenho uma dificuldade grande em manter a periodicidade dos meus artigos.
Primeiro porque espero sempre que os artigos sejam fantásticos!
Não começo a escrever se não estiver convencido de que será o meu melhor texto escrito até então! Tem pelo menos que provocar alguma polêmica.
E aí, a segunda razão: essa auto-cobrança me deixa completamente perdido. Sempre são tantos os temas, tantos assuntos que merecem ser explorados!
Hoje de manhã aconteceu algo que mudou totalmente o rumo que eu pretendia pra este artigo.
O tempo que tinha reservado pra dar um tapinha final, uma última revisada, acabei usando pra ajudar meu pai a resolver um problema computacional bem grave: mandar um e-mail!
Enquanto fazia isso me lembrei primeiro das aulas do Dr. Wagner Geribello, diretor do Centro de Linguagem e Comunicação da PUC Campinas.
Aquela sua tia-avó de 70 anos, milionária, que conhece o mundo inteiro e os restaurantes mais chiques de São Paulo e do Rio de Janeiro é excluída!
Ela não é capaz de usar o internet bank pra ver como anda sua fortuna, nem tampouco usar o caixa eletrônico.
Mas pra ela, esse problema não é nada. Ela contrata alguém pra fazer isso. Mas quem? E aí pensei em outra coisa: A imensa massa de digitalmente iletrados.
Nós que estamos aqui no topo da cadeia intelectual do Brasil (porque por mais que você resista a acreditar, o simples fato de estar de frente pra um computar lendo artigos em um site com conteúdo tão específico e de, provavelmente, freqüentar ou ter freqüentado um curso superior, te dá o status de elite intelectual) nem colocamos mais no currículo que sabemos ‘mexer no office’, mas pra muita gente, da nossa idade mesmo, o simples ato de ligar o computador é uma aventura desbravadora e traumática.
O problema é pior do que se imagina.
Aqui na ONG, são oferecidos cursos de iniciação à informática que são plenamente divulgados na comunidade e a procura é baixíssima, o que nos leva a crer que as pessoas não tem noção de como isso é importante.
Existe uma mania entre os formadores de opinião, professores, articulistas, jornalistas e até colunistas e blogueiros de dizer coisas sobre “hoje em dia”, como por exemplo “hoje em dia tudo depende da informática e dos computadores” como se fosse uma grande novidade!
Não é!
As pessoas excluídas digitalmente estão excluídas da sociedade! Lembre-se que há tempo já não há mais voto em cédulas de papel.
Gui Pignata é músico, bacharel em Música Popular pela Unicamp, estudante de Publicidade e Propaganda da PUC-Campinas e coordenador de comunicação da ONG Teatro de Tábuas. Contato: guipignata@gmail.com






É bem verdad q existem uma gama de pessoas ” digitalmente iletrados “…minha professora de Redação chamou-me para ajuda-la na coordenação d um mini curso de informática que a faculdade em que ela da aula! Bom o curso era voltada para a comunidade carente,mais especificamente para adolescentes carentes.Achava eu q ñ iriam aparecer tantas pessoas assim uma vez q (na minha inocêcia) achava que a grande parte dos jovens,sendo ricos ou não tinham um conhecimento basico d informatica! Engano meu,as inscrições foram tantas que foi preciso disponibilizarem mais uma sala. Espanto maior foi qndo iniciaram as aulas do curso,ninguem tinha nenhuma noção d informática!N sabiam colar um texto,ou mmelhor n sabiam nem onde digitar os textos,planilhas então ihhhhh…nem em sonho! Porém sempre no fim da aula qndo a internet foi liberada todo mundo sabia como entrar no orkut e msn! Portanto,creio q “elite intelectual” n é apenas aquele q conceque ler um artigo da internet sem ao menos saber como ligar um computador! Do mesmo modo q alfabetizado n é quele q consegue escrever o próprio nome mas sim aquele q lê e interpreta!
Adorei o artigo e pretendo fazer vestibular de Publicidade q propaganda tb! “Aprender a ensinar” formar opiniões!
Abraço.
Olá Letícia! Obrigado pela visita.
Que bacana que há interesse. Boa sorte no vestibular e conte com a gente caso precise de alguma ajuda.
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