A Propaganda Não Faz as Pessoas Comprarem o Que Não Precisam

Parece óbvio, mas ainda assim muita gente não leva a sério uma idéia básica de relação comercial: É muito mais difícil vender algo quando não se conhece as necessidades dos “clientes”.
A propaganda não faz as pessoas comprarem o que não precisam.
E não interessa o que se está vendendo. Seja um carro de milhares de dólares, o novo filme do Meirelles ou a própria capacidade profissional.
Encontrar as motivações e necessidades das pessoas, o que influencia seus comportamentos e como se pode tornar o “produto” valioso nesta necessidade deveria ser o primeiro passo a se tomar na hora de criar qualquer estratégia ou ação de comunicação.
Você já deve ter visto em algum lugar aquela frase “Porque gastamos dinheiro que não temos para comprar coisas que não precisamos para impressionar pessoas que não gostamos?”.
Pois bem. De alguma forma criamos esta necessidade internamente, por motivos sócio-culturais talvez.
Mas não apedreje a propaganda. Ela nunca me fez comprar um absorvente.





Finalizou muito bem o post!
Abraço!
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Opa, obrigado pela visita, Caio!
O difícil é explicar isso para alguns clientes, ainda…
O último post deLeonardo foi Ação de guerrilha para os chicletes Mentos
Rafael,
O que a propaganda faz não é persuadir a compra de um certo produto (na verdade, fazia isso, mas lá pelos anos 60, e a série Mad Men retrata bem isso). O que a propaganda faz, de lá pra cá, é criar a necessidade social de ter alguma coisa, isso você não pode negar.
A propaganda nunca fez você comprar um absorvente, primeiro porque você não é o publico (seria quase óbvio isso). Mas, possivelmente, já fez você tomar alguma cerveja em algum lugar porque o esriótipo da mulher no cartaz/filme era o que mais agradava pra você (isso se você gosta de cerveja, mas pode também se aplicar a qualquer categoria de produto).
A necessidade sócio-cultural existe no ser humano, e a propaganda promove qual o produto que vai fazer você ter a conexão social com tal pessoa ou pessoas. Agora, se você realmente precisava de tal produto ou não, cabe a você e sua consciência decidir, a propaganda só tentou empurrar gentilmente.
Bom artigo, parabéns.
Olá Tiago!
Acredito que a propaganda não cria uma necessidade social. Ela se apropria de necessidades já existentes para se justificar.
Obrigado pela visita.
Olá Rafael, obrigado pela visita, gostaria de saber se possível firmamos uma parceria entre os blogs?! achei seu blog muito bom e com o conteúdo excelente!
Aguardo resposta
O último post deJV foi Sony Bravia X Guinness
Existe uma diferença entre “comprar” e “efetuar a compra”.
Você nunca efetuou a compra de um absorvente porque, evidntemente (ou não) você não menstrua.
Mas se a sua namorada pedir para você ir à farmácia comprar um absorvente, você vai comprar (se ela não indica qual deve ser) o que você se lembrar, por causa da propaganda.
Ou seja: você já “comprou” um absorvente. Só nunca “efetuou a compra”.
É peciso cuidado e respeito com a nossa capacidade de vender. Não é tão simplório assim.
Abraço.
Concordo que o processo não é nada simplório, André. Tanto é que não questionei a capacidade vendedora da propaganda.
Usando seu exemplo, se eu for comprar um absorvente para minha namorada, não vou escolher apenas lembrando de propagandas. Ela precisa de um com ou sem abas? É interno ou externo?
Sabendo a necessidade, aí sim entra a propaganda. Mas eu não compro um Sempre Livre se ela precisa de um Tampax.
Veja, você nunca comprou um absorvente mas já sabe que existem com abas, sem abas, tampax, perfumados ou sei lá o quê. Ou seja, a propaganda já te vendeu o absorvente, inclusive com você citando duas marcas. Provavelmente, como você não utiliza absorventes, acha que essas duas são as melhores ou são as que ficaram em sua cabeça como as melhores, por algum motivo. Transporte isso para outras áreas e veja, sim, que a propaganda vende o que a gente não quer comprar. Ela já fez você comprar a idéia de que Sempre Livre ou Tampax são os melhores. E é ela quem diz isso. E a necessidade de absorventes com abas ou não, internos ou não, já foi vendida a você, já que há bem pouco tempo nada disso era “necessário”. Imagine isso com relação a modos de vida, a padrões de comportamento, a padrões estéticos. Ela já te vendeu, ou, pelo menos, tenta vender todo dia. Alguma(s) coisa(s) Você já comprou. Mas não sabe. Até o dia em que “ache” que precisa dela.Mas é uma boa e loooonga discussão. E necessária. Mas eu, e isso é opinião minha e de algumas correntes que admiro, defendem que´nós publicitários não podemos usar esse “sofisma” de que a propaganda não vende o que as pessoas não querem comprar ou não precisam. Vendemos, sim. A consciência disso é fundamental. Seja qual for o uso que voc~e vai fazer disso. Abração, de novo.
Quanta bobagem tudo o que se falou…
Bom pessoal brincadeirinhas a parte,gostaria de parabenizar o blog. É notorio que a publicidade vende sim a idéia de um produto, mesmo que você não compre ele, e quando eu digo compre falo de pagar por aquele produto. Você como eu não tem ‘nescesidade’ desse produto (absorvente), nós simplesmente não precisamos dele, porém quando vemos a publicidade, ela consegue pelo menos nos passar uma imagem sobre o produto e quando essa imagem é absovida o produto já foi vendido, pagar para adquirir ele depois é apenas um detalhe. Nesta altura do campeonato a propaganda já fez a sua parte. Trocadilhos a parte é isso o que acontece.
Cheguei a esse blog fazendo uma pesquisa para um trabalho academico sobre a Psicologia na Propaganda, e isso apesar de não citado está bem claro aqui. Parabéns mais uma vez, ótimo artigo.
Vida inteligente na internet!
brunokbssao@hotmail.com - contato (:
Fala RAFA,
Quando li este post lembrei de uma propaganda antiga que representa exatamente o seu post, mas como não tinha achado ela, fiquei sem comentar o post.
Porem hoje achei a propaganda na net vale a pena você ver.
http://www.subliminalworld.org/aaaa2l.jpg
flww
O último post de Tiago Moraes foi Vale a pena ver de novo
P.S.: anuncio criado para a American Association of Advertising Agencies (AAAA) nos anos 80.
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