Campanha contra cigarros. Chocar para conscientizar.
O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançaram, nesta terça-feira, novas imagens que deverão ser usadas em embalagens de cigarros.
Segundo pesquisas, as novas imagens foram consideradas mais aversivas, na comparação com as anteriores, aumentando o potencial de gerar uma atitude de afastamento.
Acredito que a comunicação não seja a forma mais eficaz para resolver o problema do alto número de fumantes, e se tratando de publicidade, desconfio que causar choque também não seja a melhor solução.
As imagens antigas das embalagens de cigarro eram motivo de brincadeira, como piadinhas do tipo “Me vê deste que dá câncer de pulmão. Antes câncer que impotência”.
Recordo uma campanha da União Européia do ano passado contra o tabagismo que abordava o assunto com a mesma seriedade, mas de forma mais perspicaz e convincente.
Criaram o site Nicomarket, onde simulavam a venda de produtos falsos à base de tabaco e as propagandas divulgavam suas consequências irônicamente.
Os valores emocionais causam mais impacto que os perigos para a saúde.











Rafa,
Eu sempre achei que o negócio era chocar sim.
Mas quem fuma hoje, o público pós-adolescente, não se impressiona com isso. Os efeitos do choque são a médio/longo prazo na criançada!
Talvez.
Diego’s last blog post..JUCA - Não basta patrocinar, tem que inovar
Olá Diego!
Faz sentido analisar a médio e longo prazo, mas mesmo assim este tipo de apelo já sofreu certa banalização. As crianças não se surpreendem com este tipo de imagem pois são comuns em filmes, seriados ou na web.
Talvez o ponto seja até mais profundo, em questão de não apelar para os danos a si próprio. Os efeitos prejudiciais à saúde são amplamente divulgados. O interessante da campanha da União Européia é o respaldo na imagem do fumante perante a sociedade e o convívio com outras pessoas.
Não sei não. O povo europeu é culturalmente diferente. O que funciona para eles não necessariamente funciona por aqui.
Um professor do Mackenzie disse que a venda deveria ser proibida, assim como as drogas. Aí já é demais…
Diego’s last blog post..JUCA - Não basta patrocinar, tem que inovar
Acredito que proibir a venda também não é a solução. Saindo do contexto da comunicação, acho que aumentar os impostos é uma saída viável.
O número de consumidores cai facilmente caso os maços custem em torno de R$8,00.
Claro que isso num mundinho de Pollyana, onde o governo não se interessa pelo lucro que advém da indústria do tabaco.
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