Jul 4, 2008
Por Rafael Amaral

Vez por outra ouço aquele velho jargão de alguns colegas de profissão: “A minha agência não precisa se promover. Os resultados que proporcionamos aos clientes são nossa melhor divulgação”.
Balela.
Uma agência de comunicação que acredita nisso deve ter argumentos incríveis para conseguir vender os próprios serviços. Imagina como seria engraçado o CEO da Coca-Cola, da Nike ou outra big empresa recusando trabalhos em comunicação: “Obrigado, mas as pessoas que bebem nosso refrigerante e calçam nossos tênis são suficientes para nossa divulgação”.
Justamente por reforçar a opinião contrária é que gosto de ações e esforços criativos de agências de publicidade para se auto-promover. Afinal, nesses jobs não tem como colocar a culpa no cliente.
Recentemente vi uma ação da Gruda em Mim (Que o Boi Não te Lambe), indicada pelo Alessandro Ribeiro, que consistia em divulgar a própria agência no Fórum Você S/A de Liderança.
Partindo do conceito da agência que é fazer pontes, foram colocados portas-crachá com ventosas nas pastas dos participantes, com instruções para que grudassem seus cartões no painel do hall social do evento, criando assim, uma rede de networking interativa.

Se você souber de mais ações interessantes, deixe nos comentários que eu atualizo o post.
Jun 24, 2008
Por Rafael Amaral

Apesar de toda a polêmica gerada em torno da estratégia viral adotada pela Cia Athletica com seu video “Gordinhos”, a peça foi shortlist na categoria Film do Festival de Cannes 2008.
Faz pensar bastante sobre a importância de festivais deste tipo. O GP da categoria foi para Gorilla, da Cadbury, e Halo 3.
Jun 20, 2008
Por Rafael Amaral

Enquanto a comunicação individualizada é tratada como tendência nos papos publicitários, lembrei-me de um certo lugar em New York que se mantém firme na sobrecarga de informação publicitária: a Times Square.
Essa, que recebe milhões e milhões de turistas todos os anos, continua com seus muitos e imensos anúncios estáticos, digitais ou interativos. Todo o brilho e excesso de informação que fizeram da Times Square o mito que se mantém até hoje.
E foi vendo o vídeo abaixo que, entre outras coisinhas, descobri algo bastante interessante. Muitos prédios do ponto turístico famoso pela animação no revéillon estão vazios e abrigam apenas os anúncios em suas fachadas. Curioso, não?
Jun 19, 2008
Por Rafael Amaral

O redator publicitário Justin Feinstein fez uma lista em seu blog de 10 razões que mostram que a publicidade é como pornografia.
Segue uma tradução livre:
1º Você não deve ficar na mesma posição por muito tempo.
2º Se é boa, transcende a linguagem.
3º Trabalhar no ramo afetará sua família de algum jeito.
4º Ela cria carreiras para ex-alunos de escolas de arte.
5º O mesmo conceito é reciclado inúmeras vezes.
6º Você pula as partes chatas.
7º A internet trouxe um novo cenário para o ramo.
8º A transição para outro ramo é difícil.
9º Ambos tem festivais estranhos de auto-premiação.
10º Somente as pessoas que a criam são iludidas o suficiente para considerá-la arte.
Jun 4, 2008
Por Rafael Amaral

Isso mesmo. Essa foi a estratégia adotada pelo grupo de telefonia móvel Orange para a divulgação de seu novo sistema de tarifas.
A minha surpresa, maior que a proposta de mobilizar os entusiastas para um evento online que, segundo eles, é inédito na web, foi a deste tipo de ação partir de um cliente cujo segmento não tem o hábito de se desdobrar tanto no ambiente online.
A ação reúne vários elementos capazes de incentivar a proliferação da campanha espontaneamente como widgets e cadastro de sites para a construção do trajeto da corrida, tendo até blog nacional participando, apesar da premiação ser destinada, exclusivamente, a residentes do Reino Unido.
Essa evidência torna a mecânica ainda mais interessante por mostrar que pessoas que nunca sequer ouviram falar da empresa, podem se engajar na campanha encantados com a promessa de gerar tráfego para seus sites.