Publicijazz
Passado o fim tumultuado do semestre letivo, cá estou eu novamente, resistindo àquela tendência a jogar nos afazeres diários a culpa por não ter tempo de escrever.
Já dizia um ex-grande amigo meu: “Tempo você sempre tem, só que escolhe fazer outra coisa!”
Agora, por exemplo, escolhi não dar muita bola pra pressão daqui da ONG, já que o projeto que vinha tirando de mim até mesmo meu horário de almoço foi adiado, e vou usar meu tempo pra concluir esse post, que vem se arrastando há cerca de um mês.
Aproveito pra agradecer meu amigo virtual Diego Jock pela boa dica do nome.
O tema é complexo de um tanto que nem eu mesmo podia imaginar antes de começar a escrever.
De pensar superficialmente sobre o assunto já percebi que seria preciso muito, mas muito mais do que um post para abordá-lo. Me restou, pra cumprir a promessa feita no meu último post, fazer um resumo ou uma pequena introdução. Como as questões culturais e artísticas são sempre recorrentes nos meus textos, é bem provável que não fique só nisso.
A coisa toda começa assim: É possível estabelecer um paralelo entre a história e o desenvolvimento do jazz e a história e o desenvolvimento da publicidade.
Mudanças sociais e políticas, desenvolvimento tecnológico, pesquisas e uma série de outros acontecimentos transformaram os rumos do jazz tanto quanto os da publicidade.
O McDonald’s não vende mais “dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles no pão com gergelim”, mas ele é “gostoso como a vida deve ser”.
Você, leitor, comedor de número 1, não precisa se desesperar. Não pararam de fabricar e nem de vender o Big Mac. Foi uma mudança conceitual de abordagem que rolou como uma resposta às inquietações do público consumidor e do mercado e a uma série de outros fatores que dariam boas horas de discussão.
E se você não se tocou, não sabia disso e nem nunca ouviu falar, passou da hora de fazer uma correria pra se inteirar. É um belo exemplo-clichê, só para esclarecer a idéia central da conversa.
Nos Estados Unidos, grandes músicos dos clubes de dança se cansaram de serem tratados como empregados, entrarem pela porta de serviço, serem mal remunerados e tratados como vagabundos, levados por um sentimento como que o de rebeldia, se apoiaram no mote “quero ver esses branquelos ricos dançarem essa minha música” e assim criaram o BeeBop, aclamado por qualquer um que tenha uma cultura musical um pouco mais refinada e reconhecido no mundo inteiro como “o” Jazz, em detrimento aos outros estilos de Jazz.
Acho que deu pra perceber que tem muito o que ser conversado, estudado, destrinchado sobre essa maluquice desse, em princípio, improvável paralelo.
Fica a dica do livro que aborda a história do jazz de maneira detalhada e completa: “Jazz, do Rag ao Rock”, de Joachim Berendt, Coleção Debates, Editora Perspectiva.
Oportunamente, agradeço à Yasmin Monteiro pelo reconhecimento e pelo convite! Tô torcendo pra que dê tudo certo!
Abraço a todos!
Gui Pignata é músico, bacharel em Música Popular pela Unicamp, estudante de Publicidade e Propaganda da PUC-Campinas e designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas.
Contato: guipignata@gmail.com




Ariel Gajardo, 22 anos, é um apaixonado por marketing de guerrilha e os temas que envolvem a sua teoria e prática.
