Como motivar pessoas a participarem de experiências com as marcas?

motivation

A nossa indústria está se mexendo para acompanhar o novo ritmo imposto pela vida das pessoas. Um ritmo ainda mais frenético, cheio de opções de o que fazer, em que prestar atenção, em que decidir gastar um tempinho.

E é esse tempinho que a publicidade sempre busca, não? Afinal, tempo as pessoas tem, elas só escolhem fazer outras coisas com ele do que interagir com as marcas. Seja uma experiência de imersão online, seja um anúncio de folha dupla na Veja.

O que determina isso são as motivações. Essas, que estão diretamente ligadas às emoções, direcionam as pessoas a fazerem algo que crie uma reação positiva.

Então, como motivar pessoas a participarem de experiências com as marcas?

Facilidade

Seja qual for a proposta, acredito que esse é o fator primordial: a coisa tem que ser fácil de participar. Se você pensar um pouco, funciona para tudo. Aquela promoção que não deu certo porque tinha uma mecânica confusa demais, aquele site que não bombou porque a navegação é uma loucura ou mesmo aquele vídeo que ninguém entendeu.

Grana

Esse é outro motivo bastante óbvio. Basta imaginar a diferença de público que o Big Brother Brasil 9 teria se o prêmio, ao invés de 1 milhão de reais, fosse um jantar com o Pedro Bial. Dinheiro move o mundo.

Fama

As pessoas ainda sonham com os 15 minutos de fama. É gente que se vira nos 30, gente que daria tudo para aparecer no BBB9 e gente que quer aparecer, nem que seja no YouTube.

Utilidade

Sabe uma coisa que eu, você a Mallu Magalhães e o Steve Jobs temos em comum? Problemas. E é por isso que quando uma marca resolve fazer alguma coisa útil às pessoas, que ajude a poupar dinheiro, tempo ou que as faça um pouquinho mais feliz, tem grandes chances de dar certo. É aquela velha história de resolver os problemas que as pessoas ainda não sabem que tem.

Desafio

Vai, você sabe que você adora ser desafiado. Isso é o segredo do sucesso dos quebra-cabeças até hoje e, mais recentemente, dos ARG’s. O desafio sempre remete a outro fator, o reconhecimento. Em alguns casos, fama.

Fazer o bem

Boas pessoas sempre farão coisas boas. E assim, conseguir tocar os corações das pessoas em torno de uma causa é um excelente motivador.

Vale a pena conferir uma ótima série de posts do Fabiano Coura, os 10 mandamentos do engajamento.

Essas foram algumas idéias que me vieram à cabeça. E você? O que acha que motiva as pessoas a participarem de experiências com marcas?

As 50 maiores agências de publicidade brasileiras e as redes sociais

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No fim de 2008, o IBOPE monitor fez um levantamento das 50 maiores agências de publicidade brasileiras de acordo com o faturamento bruto nos 11 primeiros meses do ano. A Young & Rubicam manteve a liderança pelo 6º ano consecutivo, ultrapassando a marca de 4 bilhões de reais.

Como os investimentos em web andam crescendo e as redes sociais ganhando mais importância no nosso mercado, resolvi investigar como é a atuação das 50 gigantes nas plataformas mais populares no Brasil: blogs e Orkut, além do hype Twitter. Os resultados foram os seguintes:

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blogs

Nota-se que na rede social Orkut uma grande parte das agências está presente. Vale lembrar que as comunidades foram criadas por funcionários ou ex-funcionários publicitários.

Já a quantidade de agências que mantém blogs públicos é bastante menor. Quem conhece um pouco o mundinho de redes sociais brasileiras sabe que tem muita agência por aí abastecendo blogs com conteúdo e até algumas que o tornaram sua principal presença na web, tomando o lugar do site institucional.

No twitter, a presença das 50 maiores agências do Brasil é nula.

Vale um pouco do seu tempo para refletir se isso significa que as agências não precisam participar das redes, expondo atitude e personalidade, se isso só vale para as gigantes ou se as maiores do nosso mercado ainda não descobriram o potencial das redes sociais.

Confira a lista de agências com seus respectivos blogs e comunidades:

  1. Young & Rubicam: BlogOrkut
  2. JWT: Orkut
  3. Almap BBDO: Orkut
  4. DM9 DDB: Orkut
  5. McCann Erickson: OrkutBlog
  6. Ogilvy e Mather Brasil: Orkut
  7. Africa: OrkutBlog
  8. Giovanni DraftFCB
  9. Leo Burnett: Orkut
  10. Neogama: Orkut
  11. F/Nazca: Orkut
  12. Euro RSCG
  13. Lew’Lara
  14. Borghierh Lowe: OrkutBlog
  15. Talent
  16. PPR
  17. Z+
  18. DPZ: Orkut
  19. Fischer América: Orkut
  20. Artplan: Orkut
  21. Loducca: OrkutBlog
  22. Publicis: Orkut
  23. 141 Soho Square
  24. Fala: Orkut
  25. Propeg: Orkut
  26. MPM: Orkut
  27. Nova SB: Blog
  28. Eugênio
  29. MY propaganda
  30. Mohallen Meirelles
  31. P.A. Publicidade: Orkut
  32. Dentsu
  33. Taterka: Orkut
  34. Multi Solution: Orkut
  35. Salles Chemistri: Orkut
  36. Longplay 360: OrkutBlog
  37. Master: Orkut
  38. QG: OrkutBlog
  39. Citytel: Orkut
  40. Pró Brasil
  41. W/Brasil: Orkut
  42. Fullpack
  43. GP7: Orkut
  44. Escala
  45. Woody SM2
  46. DCS
  47. Santa Clara
  48. Agnelo Pacheco: Orkut
  49. PEM
  50. Matosgrey: Orkut

Social media: sai a propaganda, entram as relações públicas

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Vez por outra entram em contato comigo para divulgar produtos em primeira mão, antecipar ações de publicidade ou negociar parcerias. Raramente recebo propostas para anunciar no blog, antes e depois da polêmica do post pago. E esse é um cenário relativamente comum na chamada blogosfera brasileira.

Essa diferença, obviamente, gera uma questão: porquê as marcas estão mais dispostas a investir dinheiro em relações públicas nas redes sociais do que com propaganda? Relações públicas mudernas, com mensagens individuais que buscam criar um relacionamento e não o clássico disparo de centenas de e-mails para a mídia.

A primeira resposta que vem a cabeça é o fato de que a propaganda na web, em formato de banners ou derivados, se mostra pouco eficiente. Mas o buraco é bem mais em baixo, acredito.

As marcas que investem tradicionalmente em propaganda buscam o melhor CPM e, embora anunciar em blogs seja muito mais barato que qualquer outra mídia que a marca já trabalha, o target geralmente não corresponde ao que o esforço de comunicação busca.

Já as relações públicas são uma boa saída. Os blogueiros estão sempre atrás de material de qualidade, novo e exclusivo, e os blogs atuam como filtros para potenciais consumidores e influenciadores. Inclusive jornalistas.

Para agravar a situação, são poucos os blogueiros, ainda, que fornecem informações demográficas, de visitação e alcance de seus blogs. Seja porque é inferior a outros blogs, menor do que o blogueiro gostaria que fosse ou porque eles não percebem que fornecendo esses dados é mais fácil alguém se interessar em anunciar. E assim, quem é que convence um cliente a pagar por um anúncio?

Seja qual for o destino a que a publicidade levará o mercado, já dá para perceber que ele será focado em conteúdo e envolvimento, que é o que as relações públicas sempre fizeram.

Da publicidade em redes sociais à publicidade através de redes sociais

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Peça para um publicitário citar uma estratégia errada em social media e ele provavelmente lembrará algum deslize de alguma marca. De gigantes, inclusive.

Isso é completamente normal. Está começando 2009 e ainda estamos em um período de grande experimentação em redes sociais onde os resultados vão além do CPM e CTR e ganham novos parâmetros como engajamento ou amplificação.

As marcas que usavam até pouco tempo atrás as mídias de massa para estimular boca-a-boca positivo e novos comportamentos tem agora, com as redes sociais, uma vantagem substancial: o boca-a-boca gerado pode ser mensurado e, portanto, garantido, com base no número de trocas de mensagens autênticas geradas entre amigos.

As redes sociais derrubam as mensagens intrusivas e dão vida às relevantes. Migram de um modelo de publicidade baseado na resposta direta para um baseado na influência social. O clique no banner que leva a uma página vira a afinidade que a pessoa sente ao ver um amigo interagindo com uma marca de maneira positiva.

Aliás, os banners são um ótimo exemplo. A maioria deles é praticamente ignorada pelas pessoas por um motivo simples: não tem contexto social. É o passo para ir da publicidade em redes sociais à publicidade através de redes sociais.

10 grandes empresas que usam o twitter

Todos os benefícios e possibilidades do Twitter como ferramenta de comunicação para empresas ainda não foram explorados, entretando, algumas “gigantes” já se aventuram nesse canal interativo.

O Twarketing já mostrou que apenas 34 das 100 maiores empresas segundo a revista Fortune utilizam o twitter. É surpreendente que nessa “era” de social media muitas big empresas ainda não tenham se interessado em seguir e serem seguidas por pessoas.

Destaco 10 grandes empresas que apostam no twitter:

Dell e Starbucks

As duas empresas utilizam o twitter para manter seus clientes informados sobre ofertas, promoções e lançamentos.

ComCast e JetBlue

Fazem do twitter uma espécie de SAC. Não é exclusivo mas oferece uma alternativa de suporte ao cliente.

Southwest Airlines e Whole Foods

Se aproximam dos clientes através do twitter, participando ativamente de discussões.

Ford e Samsung

As duas empresas aproveitam o twitter para publicar novidades sobre a empresa e produtos, embora o profile da Ford pareça estar abandonado.

Kodak

Já a Kodak usa o twitter para promover o blog da marca, divulgando e discutindo os posts com os seguidores.

Forrester Research

O twitter da Forrester é uma alternativa para quem quer se manter atualizado sobre as discussões mais quentes no site da empresa.

E aqui no Brasil, vamos pegar a crista da onda ou ficar só com a marola?