Da administração nada criativa
Escrito por Rafael Amaral
Pronto! Enfim, pausa pra escrita.
Já estou em débito com o Estagiaridade há mais de uma semana e não poderia passar mais essa.
E vou reclamar mais uma vez. Contra a minha vontade, mas vou.
Tive um professor de geopolítica no colégio, Tenente Coronel da Escola Preparatória de Cadetes do Exército de Campinas. O tempo me levou o nome dele, infelizmente.
Um cara extremamente inteligente! Estrategista militar, engenheiro.
Se divertiu uma vez na aula ao dizer que os hippies da década de 70, os caras do violãozinho, da Kombi florida, maconha, paz e amor, estão hoje gerindo grandes empresas.
Me lembrei dessa história por estar aloprado, bem de saco cheio mesmo, por ter passado por uma migração entre extremos mais ou menos como essa.
Não sei se eu cai no conto. No fundo eu sabia que um posto de coordenação envolve inevitavelmente trabalhos burocráticos e administrativos. Só não entendo porque que a coordenação de um setor de comunicação, sobretudo em uma ONG de fomento à cultura e à arte-educação, tem que passar tão longe de uma vivência criativa.
Ossos do corporativismo.
Em meio a requisições, orçamentos e autorizações que vão e vêm sem destino certo, e a protocolos burocratas pleonásticos e desnecessários, vou eu aqui, batalhando por breves momentos em que posso esquecer o que é uma nota faturada e colocar algumas palavras na rede.
Gui Pignata é músico, bacharel em Música Popular pela Unicamp, estudante de Publicidade e Propaganda da PUC-Campinas e coordenador de comunicação da ONG Teatro de Tábuas.
Contato: guipignata@gmail.com
