Humankind pra nós, publicitários, também.

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Esse post foi escrito por Gui Pignata.

Um dos vídeos mais legais que vi nos últimos tempo foi o do novo posicionamento da Leo Burnett.

Dentre as razões para eu ter gostado está o meu (pequeno) envolvimento com os projetos do Programa de Geração de Conteúdos do Teatro de Tábuas, dentre os quais está a oficina de animação em stop motion.

Mas o conteúdo é muito bacana também.

Não é nenhuma novidade e o fato de a Leo não ser a inventora desses conceitos não diminui a importância da iniciativa.

Acho um bom ponto de partida e bons argumentos para uma discussão a respeito dos futuros passos da comunicação.

Embora eu suponha que todas as eras em que o vídeo divide didaticamente a comunicação sempre vão ter espaço e seu grau de eficiência, tenho uma visão mais romântica e artística da propaganda. Pra mim, se fosse possível (e sinceramente, acho que não é), profissionais da comunicação (os de verdade) abririam mão de uma vez por todas de tudo  que veio antes da “era das idéias”.

Ok! É difícil, eu sei! Especialmente aqui.

Eu estou (ainda) num mercado peculiar, algo como “O Elo Perdido” na time line do ‘approach comunicacional’. Evolução aqui pode significar ir em direção aos Tempos Modernos de Chaplin.

Agências daqui demitem um criativo pra contratar um técnico em informática, usam a lâmpada pra simbolizar ‘idéia’ e colocam em seu prório slogan, como se fosse uma puta sacada, aquela coisica do tipo “cri-AÇÃO”.

Não dá pra chamar isso simplesmente de conservador. É retrógrado e ultrapassado!

“Eu detesto essa coisa da publicidade que funciona como um argumento pra má publicidade.

Eu realmente não acredito nisso e acho que é ponto pacífico que a gente faça boa publicidade que funcione.”

Se alguém não se lembra ou não viu, esse é um trecho da fala do Fábio Fernandes na emblemática e famigerada discussão com Nizan no MaxiMídia 2008.

Deixando de lado toda a polêmica em si, que dá margem pra muita, mas muita discussão mesmo, o Fábio me ganhou com essa frase.

Diferente de como enxergam e agem os empresários da comunicação das agências que sempre vão almejar algo maior no interior provinciano de São Paulo, nós temos aqui talento, capacidade e diferenciação. Nós temos material humano, conhecimento e capacidade técnica e temos tesão pela propaganda. Pela boa propaganda!

É claro… Há aqueles que frequentam a faculdade de Publicidade e Propaganda só porque é bonito dizer “faço publicidade” ou que, na mesma linha, estão satisfeitos com o título de publicitário e realizam algum trabalho mecânico, desprovido de potencial criativo. Poderia citar inúmeros exemplos próximos a mim.

Como já dizia minha avó: “toda panela tem sua tampa”

guilherme.jpgGui Pignata é músico, bacharel em Música Popular pela Unicamp, estudante de Publicidade e Propaganda da PUC-Campinas e coordenador de comunicação da ONG Teatro de Tábuas.

Contato: guipignata@gmail.com


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  • 3 Comentários to “Humankind pra nós, publicitários, também.”

    1. Humankind pra nós, publicitários, também. : teatro
      January 12th, 2009 at 11:14 pm

      [...] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor [...]

    2. Tiago Moralles
      January 13th, 2009 at 8:17 am

      Bom texto Gui.

      Viva a criatividade e principalmente, o tesão pela boa propaganda.

      Não tinha visto o vídeo da Leo, muito bom por sinal.

      O último post de Tiago Moralles foi Microconto #38

      [Reply]

    3. Iasnara
      January 13th, 2009 at 2:55 pm

      ainda vivemos (mais) de falácias.
      mas, Fábio Fernandes dá orgulho.

      [Reply]

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