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Por Rafael Amaral

Novas mídias e mais do mesmo

Por Alessandro Ribeiro

Ouvi dizer que a Cia. Athletica pegou pesado com o tal vídeo dos fiscais que abordam pessoas obesas nas ruas de São Paulo. Que não agradou nem a gregos, nem a troianos, nem a gordos, nem a magros. Digo que apenas ouvi dizer porque não tenho acompanhado a Blogosfera nos últimos dias. Recebi, claro, o vídeo por e-mail, mas só observei tais críticas minutos antes de iniciar este artigo. E por que este artigo? Porque após todo esse bafafá, recebi e aceitei o convite do Rafa, meu amigo e colega na Casa do Galo, para falar sobre um assunto: marcas que se aventuram nas novas, ou nem tanto, mídias.

Primeiramente, obrigado, Rafa, pelo convite! É com muito prazer e orgasmo que escrevo.

Ainda em tempo, dou minha breve opinião sobre o caso acima. Achei a idéia oportuna e engraçada, tirou-me sorrisos da boca. Ou seja, gostei do vídeo, sim. O fato da comunidade gordurosa se indignar com o viral, indigna-me em dobro. Li comentários ridículos que comparavam gordos à negros ou tratavam a obesidade como uma doença. Desculpe, mas obesidade não é doença, tampouco raça humana. Salvo Michael Jackson, um negro (ou afro-descendente, afro-brasileiro ou como achar adequado) será sempre negro e tem, sim, o direito de se sentir ofendido. Assim como o tem, também, o branco, o amarelo ou o vermelho. O gordo é gordo porque que quer. Seu problema, excluindo-se raríssimos casos, é psicológico. Pura falta de real força de vontade. Não quer se ofender? Emagreça.

Apenas para ilustrar, final de semana passado jantei em uma churrascaria-rodízio. Na mesa ao lado havia um homem, gordo, jantando sozinho. Atente para “gordo” e não “obeso”. Era visível, pela pele flácida da face e pelo formato do corpo, que era o típico caso do obeso que conseguiu, não importa como, emagrecer. Eis que o garçom, carregando no espeto uma bela picanha, passa, sem parar, pela mesa dele, que grita: “Passou direto por mim por quê?” – O garçom volta e descarrega algumas fatias da suculenta no prato do cidadãozão, que abre um sorriso do tamanho do estômago. Pergunto-vos: ele precisava estar lá, e sozinho?

Agora, sim. Falando sobre a que vim, o Rafa me fez três perguntas:

O que você acha sobre as marcas experimentarem essas não tão novas mídias e formatos?

O erro é válido?

Quantas marcas você vê por aí que dão a cara para bater neste tipo de iniciativa?

Acho que as empresas não fazem mais que a obrigação de explorarem as chamadas novas mídias. Quem ainda não experimentou, nem digo que esteja atrasado, mas liquidado. Não sou o maior defensor da internet, do mobile, da guerrilha etc., mas aquele que ainda acha que apenas o comercial de TV, os impressos e o “sitezinho que o meu sobrinho fez” vão ajudar a atingir um tal de Objetivo de Marketing, pode preparar o RH, pois vem corte aí. Se toda essa mudança de hábitos na sociedade mundial será boa ou ruim, só o tempo. Mas escolher ficar fora de tudo isso é, no mínimo, miopia. E das fortes.

Na agência que trabalho atualmente, enxergamos o on e o off, o above e o below, como um único universo. Como uma coisa só. Nada de 360°. Acreditamos que a comunicação hoje é uma via de mão-dupla, em que o grande barato é fazer as pessoas irem do real para o virtual sem nem perceber. E vice-versa. Acho essa uma visão mais ampla e avançada da questão.

Se o erro é válido? Errar pode até ser válido, mas se for para errar, que seja o concorrente. Todos sabemos que o mercado não permite erros. E voltando ao caso Cia. Athletica, não acho que eles tenham errado. Recentemente, a mesma Cia. Athletica levou Leão em Cannes, com o filme que mostro abaixo, e todo mundo gostou.

A mensagem é a mesma: para não passar por esse tipo de situação, faça Cia. Athletica. Em outras palavras, para deixar de ser gordo, emagreça, pratique exercícios.

Há um tempo, tem muita gente querendo fazer viral. Já virou pastelaria, coisa comum. Muitas marcas exploram as novas mídias, mas poucas com grandes propostas ou bons conteúdos. E pouquíssimas com criatividade. Usar só por usar, melhor continuar nas mídias tradicionais.

PS: exemplo recente de um verdadeiro viral, tanto em acessos como em conteúdo e criatividade. Vídeo da Levi’s.

alessandro.jpg


Alessandro Ribeiro
, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na Gruda em Mim (Que o Boi Não Te lambe). Mantém o blog O Bolacheiro.

5 Comments, Comment or Ping

  1. Ah safado! E nosso contrato de exclusividade? Isso é justa-causa certa, hein? hehe

  2. amo muito tudo isso…
    hehe

    ow, vc não é pintinho de galo ?????

  3. Alessandro, vc escreve mto bem e, provavelmente sabe do que está falando quanto aos virais e novas mídias.
    Poxa, eu não quero causar polêmica, mas existem certos tipos de obesidade que são doença sim! E mtas nem tem cura, como o ovário policístico (que libera testosterona em excesso e a mulher engorda mto) e alguns tipos de tumores, como o de supra-renal, que fzm a pessoa liberar cortizol em excesso, e por isso a pessoa tb engorda horrores…Há ainda os problemas de tireoide…que não tem cura, só controle. E mtos outros…

    Se a cia Athlética fez certo ou errado, não importa…ela conseguiu o que queria: publicidade; tornou-se alvo de discussões e falada nos quatro cantos!

    O fato de ter sido mal interpretado o vídeo, o fato das pessoas não gostarem dos gordos, de acharem que todo gordo tem que emagrecer…tudo isso é cultural! Uma propaganda que dá certo num país, como essa do “pai que amamenta”, poderia ser ofensiva em outro.

    Por que o mundo tem que ser feito de lindos, magros, musculosos e siliconadas?

    As diferenças precisam ser aceitas e as pessoas pararem de julgar o outro. O que a gente acha, é apenas uma suposição da realidade e não a expressão exata. Você acha que o cara tava sozinho lá pq? Pq era tão gordo que não tinha uma esposa ou companhia?
    Talvez, mas não reflete a realidade, pois poderia estar sozinho, pq é viúvo ou pq estava esperando alguém que não chegou a tempo…sei lá. Não somos oniscientes, e ao meu ver, estar na churrascaria é para quem quer e quem pode(lembre-se dos milhares que catam lixo para comer)…e se ele quer e pode pagar, o problema é dele. Já vi pessoas que não tinham o que comer e eram gordas. Pq será? Não era pelo fator comida…
    Sou contra a todo tipo de pressão…”vc tem que ser isso ou aquilo”.

    Eu penso que a única obrigação que temos é a de ser HUMANO, de ser ético e coerente e, algumas vezes, pertinentes. Preconceitos…todos temos…e eles mtas vezes ficam escondidinhos, até pq a “moda” é ser politicamente correto, infelizmente.

    Coragem de expor pensamentos e ideais é para poucos…cm vc, cm as agências…mas é um risco que se corre admitindo que poderá ser mal visto e duramente criticado.

    Não existem certos nem errados, só opiniões diferentes, divergentes…

    Não entendo de propaganda…mas te pergunto, será que esse viral poderia ter sido veiculado sem a marca??? E depois fazerem uma continuação e aí sim linkar a marca ao viral?? Não seria menos arriscado?

    Eu aprendi…que sempre q vc quer criticar, primeiro vc tem q elogiar…não é ser falso, mas sim ressaltar qualidades, para depois partir para o “ataque”. Assim a pessoa te escuta, pq se vc ataca primeiro, vc não terá a chance de falar uma segunda vez, nem de se explicar.
    Abs e sucesso.
    Gi

  4. Resumindo: merdas acontecem.

    bjOs
    d

  5. hahaha Veloz…tens razão..hahah

    Giselle’s last blog post..Empregos, estágios ou trainees - Farmácia ou Química

Reply to “Novas mídias e mais do mesmo”

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    http://www.youtube.com/watch?v=vKz6sZCK1iI

    Faz pensar bastante sobre a importância de festivais deste tipo. O GP da categoria foi para Gorilla, da Cadbury, e Halo 3.

    http://www.youtube.com/watch?v=TnzFRV1LwIo

    http://www.youtube.com/watch?v=Rz_7WWO8lXE


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