O nonsense na propaganda
Nonsense, delírio ou sentido absurdo são um dos nomes dados a este tipo de propaganda em que as marcas mostram que tem peito e confiam no trabalho de suas agências.
O nonsense é uma forma de quebrar a linearidade lógica do pensamento do consumidor. A situação inesperada deixa o receptor aberto a conclusões inusitadas pois a imaginação está acima dos fatos reais.
Na propaganda, o nonsense é muitas vezes utilizado para despertar curiosidade, indignação e humor. Grandes marcas já souberam aproveitar dessa forma de prender a atenção do consumidor, como a Cadbury e seu gorila baterista no ano passado. O resultado foi um aumento de 9% nas vendas.
Por outro lado, vemos propagandas que apostam no nonsense mas que podem trazer um efeito inverso ao desejado.
O Alessandro Temperini mostrou um anúncio do McDonald’s que é ótimo para ilustrar os riscos de tanta “piração”. E mesmo se o Helder Encarnação estiver certo ao sugerir que objetivo era elaborar algo invulgar, de forma a gerar controvérsia e espanto, a criação nonsense em excesso, se não feita com primor, precisa de um mínimo de “sense” em planejamento.









Olá Rafael,
depois de uma breve pesquisa em alguns blogs, inclusive os que você indica no post, conclui que este vídeo trata-se, na verdade, de um remix de uma série de comerciais do McDonald’s Japão, algumas partes podem ser vistas aqui: http://www.youtube.com/watch?v=_T1M9GsBNls
É bem verdade que as comerciais utilizados também são de qualidade bastante duvidosa, no entanto nada é comparável ao incómodo de assistir aos mais de 5min deste péssimo vídeo remixado.
Além disso, convenhamos, lançar um vídeo com mais de 5min de absoluto incomodo e nonsense seria uma desastrosa publicidade, em nada comparável à bela produção da Cadbury, que embora tenha uma pitada de nonsense, me parece absolutamente coerente com o slogan da marca: “A glass and a half full of joy”.
Acho que vale citar ainda (mesmo que eu não seja nenhum conhecedor privilegiado do assunto) que a TV japonesa é cheia de esquisitices, então resultados deste tipo, se existirem de verdade na TV não me surpreenderiam… muito. rsrs
Rodrigo Alexandre Coelho’s last blog post..Os comerciais prediletos no Super Bowl
Oi Rafael Amaral,
Eh uma piraçao. É surreal. Um exemplo nonsense sao os comercias sem pé nem cabeça
da MTV.
Legal o post.
Uau!
jaimeohana’s last blog post..Hello? Hellooooo?
Olá Rodrigo! Obrigado pela visita!
Pela qualidade do vídeo, o palpite do Helder de que o objetivo era gerar controvérsia e espanto é bastante provável, ainda mais com o costume de “esquisitices” na propaganda japonesa e pela duração do video, como você citou.
Mas o nonsense pode ser empregado de formas bastante interessantes. O gorila serviu para ilustrar os bons exemplos, assim como as propagandas da Revista Piauí. Nonsense e intrigantes.
Abraços!
Muito obrigado pela referência, Rafael
Um grande abraço
Helder Encarnação’s last blog post..Água da chuva engarrafada?
Oi Rafael,tudo bem?
Totalmente pirado o vídeo rs
Claro que esse tipo de propaganda só é aceito (ou tolerado) por um certo tipo de cultura, acredito que os japoneses são mais receptivos à esse tipo de vídeo, mas se fosse aqui no Brasil… hummm não sei não …rs
bjus
Paty
Patricia’s last blog post..Galeria Melissa
Sou um grande admirador de propagandas nonsense, mas acredito que só gera resultado se for muito bem feita.
Exemplos de nonsense que deram certo há vários, errados não conheço muito. Agora a frase do Helder é perfeita, o “sense” no planejamento faz toda a diferença.
E só para lembrar, um puta viral nonsense que virou 30″ pra TV é o do Twix criado pela Almap. Não há quem discorde na eficiência e criatividade deste trabalho.
Tiago Moraes’s last blog post..Terra impressa | Dm9
@ Patricia
Obrigado pelo visita, Patricia!
Como você disse, cada cultura permite determinados “estilos” com maior ou menor facilidade que outras. Tambpem acredito que aqui no Brasil seria bem mais complicado de um vídeo assim fazer sucesso.
@ Tiago Moraes
Bem lembrado Tiago!
A campanha do Twix foi um sucesso!
Vou tentar levantar uma série de “Nonsenses” que não deram certo. Encontrar os de sucesso é bem mais fácil.
Abraços!
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