O oposto da comunicação individualizada
Enquanto a comunicação individualizada é tratada como tendência nos papos publicitários, lembrei-me de um certo lugar em New York que se mantém firme na sobrecarga de informação publicitária: a Times Square.
Essa, que recebe milhões e milhões de turistas todos os anos, continua com seus muitos e imensos anúncios estáticos, digitais ou interativos. Todo o brilho e excesso de informação que fizeram da Times Square o mito que se mantém até hoje.
E foi vendo o vídeo abaixo que, entre outras coisinhas, descobri algo bastante interessante. Muitos prédios do ponto turístico famoso pela animação no revéillon estão vazios e abrigam apenas os anúncios em suas fachadas. Curioso, não?

















Há algumas semanas assisti a uma entrevista com um executivo da industria do outdoor dos EUA. Ele falava de um significativo aumento no investimento em outdoor nos últimos anos e uma das justificativas para isso, de acordo com ele, era o fato de o outdoor ser uma mídia invasiva, da qual “não é possível fugir”, você a vê quase que obrigatoriamente ao passar por ela.
Outra questão que ele abordava e que justificava os preço altíssimo do investimento nos outdoors de Time Square que o vídeo do post mostra, é que Time Square é um lugar totalmente atípico, ele dizia que lá é o único lugar do mundo onde as pessoas vão para ver outdoors.
Portanto, duas questões interessantes:
1) o aumento de investimento em mídias invasivas e de massa, ao mesmo tempo em que cresce o investimento da publicidade na Internet e portanto segmentada, dirigida;
2) não é curioso que uma “mídia” (é o que se tornou Time Square, não é?) se torne ponto turístico? E justamente por ser mídia?
O último post deRodrigo Alexandre Coelho foi Novo veículo Mitsubishi: Mitsubishi FM 92,5
Muito bem colocado, Rodrigo.
Vou dar uns palpites:
1) Acredito no crescimento dos investimentos em midia digital em ritmo mais acelerado que as mídias de massa. Com pojetos de lei “a la” Cidade Limpa ou não. Que me lembre, um estudo da OgilvyOne, dos EUA, fez uma previsão de que em 2020 80% das mídias serão digitais.
2) É bastante curioso. Parece-me até um saudosismo exacerbado ou mesmo essa onda retrô que está invadindo todos os campos.
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