Os limites da propaganda e os de cada um
Escrito por Rafael Amaral
Mesmo com a falta de tempo, excesso de trabalho e concorrência, a obrigação de todo publicitário, e não somente os da área de criação, de buscar novas fontes de inspiração permanece. O clichê de que é preciso “beber de outras fontes” se repete, e evidencia-se cada vez mais.
A monotonia da propaganda brasileira só pode ser quebrada com a vontade de não se repetir fórmulas. E não somente nos formatos.

Há pouco, a Coca-Cola Zero, através da Espalhe, realizou uma ação em Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo em parceria com as principais lojas de piercing.
A ação foi intitulada “Língua Patrocinada” e oferecia a jóia do piercing com a logo da Coca-Cola Zero a quem estivesse disposto a furar a língua e tirar uma foto para abastecer o Flickr da ação (que não está mais no ar) a galeria de fotos da ação.
O Daniel da Hora usou essa ação para ilustrar um questionamento sobre como a fronteira da propaganda está cada vez menos evidente.
Abro também um outro pensamento. Quando os criativos não vão a cinemas, teatros, exposições de arte ou outros eventos e atividades inspiracionais, só lhes resta a concorrência para suas produções.
Desse modo, ações diferenciadas e inusitadas causam grande impacto. Na mídia, no consumidor, no mercado e na cabeça de quem ainda não se convenceu de que a forma de se fazer publicidade mudou, e muito.
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7 Comentários to “Os limites da propaganda e os de cada um”
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Rodrigo Alexandre Coelho
February 28th, 2008 at 5:22 pmÉ cada vez mais difícil enxergar os limites da propaganda e também os limites para os profissionais da área. E a cada avanço nestes limites as coisas ficam ainda mais complexas, são mais questões que entram no jogo, questões éticas, morais, sociais… enfim. Acho que é importante sempre nos perguntarmos: 1) Como inovar?; mas também nos perguntarmos sobre os limites que estamos dispostos a superar e quais não.
Rodrigo Alexandre Coelho’s last blog post..Novo celular XPERIA da Sony Ericsson
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Danilo Bianchi Dualiby
February 28th, 2008 at 8:52 pmOpa, escrevi sobre esta mesma campanha no meu blog com uma abordagem diferente e, resumindo, acho que devemos quebrar alguns paradigmas e passar a aceitar novas mídias, desde que o bom senso não seja deixado de lado. No caso desta ação, creio que a maior preocupação do cliente e da agência deve ter sido uma possível rejeição do público-alvo, no entanto como o marketing nesse caso é de guerrilha, temos uma limitação da mensagem à aqueles realmente interessados, acho também a campanha bastante válida. See Ya! http://pontodcom.blogspot.com/
Danilo Bianchi Dualiby’s last blog post..Publicidade – How to sell soap
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Tiago Fidelis Moralles
February 28th, 2008 at 11:20 pmMuito interessante, tinha ouvido falar dessa ação e também de uma criada pela Ag_407, onde foi feita uma mala-direta com uma luva estilizada com tatuagens, interessante também. E quanto ao fato de inspirações acho que muitas vezes a sociedade fica fechada em um único mundo e por isso as idéias se repetem e não se renovam.
Abraços.Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..O bom não é só a história
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Rafael Amaral
February 29th, 2008 at 12:53 pmExatamente Rodrigo! Os limites da propaganda e da nossa criatividade estão diretamente ligados aos limites que impomos a nós mesmos.
Obrigado pela visita!
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Rafael Amaral
February 29th, 2008 at 1:00 pmOlá Danilo, obrigado pela visita!
Acredito que a possível rejeição do público-alvo não se encaixa como preocupação principal por se tratar de uma ação extremamente focada. Por mais “invasiva” que o ato seja, a comunicação não assume o papel intrusivo pois apenas incentiva a ação. A decisão é optativa.
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Rafael Amaral
February 29th, 2008 at 1:05 pmIsso mesmo, Tiago!
É o resultado de quando olhamos para o que já foi feito sem observar as possibilidades que a situação pode oferecer.
Obrigado pela visita, abraços!
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