Os limites da propaganda e os de cada um

28 February 2008 7 Comentários

Mesmo com a falta de tempo, excesso de trabalho e concorrência, a obrigação de todo publicitário, e não somente os da área de criação, de buscar novas fontes de inspiração permanece. O clichê de que é preciso “beber de outras fontes” se repete, e evidencia-se cada vez mais.

A monotonia da propaganda brasileira só pode ser quebrada com a vontade de não se repetir fórmulas. E não somente nos formatos.
linguacoca.jpg
Há pouco, a Coca-Cola Zero, através da Espalhe, realizou uma ação em Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo em parceria com as principais lojas de piercing.

A ação foi intitulada “Língua Patrocinada” e oferecia a jóia do piercing com a logo da Coca-Cola Zero a quem estivesse disposto a furar a língua e tirar uma foto para abastecer o Flickr da ação (que não está mais no ar) a galeria de fotos da ação.

O Daniel da Hora usou essa ação para ilustrar um questionamento sobre como a fronteira da propaganda está cada vez menos evidente.

Abro também um outro pensamento. Quando os criativos não vão a cinemas, teatros, exposições de arte ou outros eventos e atividades inspiracionais, só lhes resta a concorrência para suas produções.

Desse modo, ações diferenciadas e inusitadas causam grande impacto. Na mídia, no consumidor, no mercado e na cabeça de quem ainda não se convenceu de que a forma de se fazer publicidade mudou, e muito.

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7 Comentários »

  • Rodrigo Alexandre Coelho disse:

    É cada vez mais difícil enxergar os limites da propaganda e também os limites para os profissionais da área. E a cada avanço nestes limites as coisas ficam ainda mais complexas, são mais questões que entram no jogo, questões éticas, morais, sociais… enfim. Acho que é importante sempre nos perguntarmos: 1) Como inovar?; mas também nos perguntarmos sobre os limites que estamos dispostos a superar e quais não.

    Rodrigo Alexandre Coelho’s last blog post..Novo celular XPERIA da Sony Ericsson

  • Danilo Bianchi Dualiby disse:

    Opa, escrevi sobre esta mesma campanha no meu blog com uma abordagem diferente e, resumindo, acho que devemos quebrar alguns paradigmas e passar a aceitar novas mídias, desde que o bom senso não seja deixado de lado. No caso desta ação, creio que a maior preocupação do cliente e da agência deve ter sido uma possível rejeição do público-alvo, no entanto como o marketing nesse caso é de guerrilha, temos uma limitação da mensagem à aqueles realmente interessados, acho também a campanha bastante válida. See Ya! http://pontodcom.blogspot.com/

    Danilo Bianchi Dualiby’s last blog post..Publicidade - How to sell soap

  • Tiago Fidelis Moralles disse:

    Muito interessante, tinha ouvido falar dessa ação e também de uma criada pela Ag_407, onde foi feita uma mala-direta com uma luva estilizada com tatuagens, interessante também. E quanto ao fato de inspirações acho que muitas vezes a sociedade fica fechada em um único mundo e por isso as idéias se repetem e não se renovam.
    Abraços.

    Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..O bom não é só a história

  • Rafael Amaral disse:

    Exatamente Rodrigo! Os limites da propaganda e da nossa criatividade estão diretamente ligados aos limites que impomos a nós mesmos.

    Obrigado pela visita!

  • Rafael Amaral disse:

    Olá Danilo, obrigado pela visita!

    Acredito que a possível rejeição do público-alvo não se encaixa como preocupação principal por se tratar de uma ação extremamente focada. Por mais “invasiva” que o ato seja, a comunicação não assume o papel intrusivo pois apenas incentiva a ação. A decisão é optativa.

  • Rafael Amaral disse:

    Isso mesmo, Tiago!

    É o resultado de quando olhamos para o que já foi feito sem observar as possibilidades que a situação pode oferecer.

    Obrigado pela visita, abraços!

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