Jun 26, 2008
Por Rafael Amaral

“Chega desse negócio de homem/mulher, 20 a 30 anos, classe B é consumidor da marca X. Se a pessoa tem o recurso em mãos, ela vai e compra.”
É com essa afirmação que o artigo do Fábio Sousa no Webinsider ganhou minha atenção. Num trecho de artigo da Rede Gaúcha de Design, citado por ele, aparece a seguinte constatação:
“As “tribos” as quais pertencemos são determinadas cada vez menos pela geografia, linhagem, raça ou religião. Elas são amplamente definidas pela educação e pelas nossas manifestações a partir do que consumimos.”
As tribos de brand colocam as pessoas em diversos grupos diferentes, formando misturas heterogêneas.
E é esse conceito que reforça uma observação básica: As pessoas não podem ser estereotipadas. E além disso, fortalece a tendência de uma comunicação mais individualizada para marcas, vendendo chuteiras a quem curte o iPod enquanto vai de bicicleta a uma exposição de arte barroca.
Jun 25, 2008
Por Rafael Amaral

Grandes mudanças estão marcando o mundo da comunicação. Convergência é a palavra que dita um novo comportamento nesta época. Um tempo em que os consumidores buscam e reúnem conteúdos de diversas fontes para criar um novo cenário. Um ambiente marcado pela dispersão de informação, característica da sociedade contemporânea.
E nessa complexidade o conceito de Transmedia Storytelling ganha força. Contar histórias em plataformas múltiplas de mídia torna-se uma estratégia focada em marca como conteúdo. E não marca com conteúdo ou patrocinando conteúdo, como disse Maurício Motta.
O ramo do entretenimento traz grandes cases de sucesso de Transmedia Storytelling. The Lost Ring, Heroes, Batmans: The Dark Knight e o recente GP em Cyber, Year Zero, são apenas alguns exemplos.
Mas a estratégia não se limita ao setor. Nem mesmo seu sucesso.
Happiness Factory, da Wieden & Kennedy para Coca Cola, assume a proposta de ser uma história evolvente, recheada de personagens e que pode ser trabalhada em diversos pontos de contato. Tanto é que foi tema de palestra da agência no Palais em Cannes.
Contar histórias não deixa de ser, ao meu ver, um dos princípios da publicidade. Todo o rebuliço que a web anda fazendo atualmente não se trata de revolução. É evolução. É trazer as histórias que eram contadas através de spots, prints e jingles para todos os pontos de contato com as pessoas. É fazer a marcar criar sua própria mitologia com a participação de seus seguidores e, dessa forma, perpetuar sua própria história.
Artigo originalmente publicado na Casa do Galo
Jun 24, 2008
Por Rafael Amaral

O Carlos Castilho comentou 4 perspectivas para o marketing digital expostas em uma palestra da Ogilvy North America que rolou em Cannes. Com mudanças fervilhando a todo tempo, é bom estar por dentro dos novos conceitos que estão se formando. Aí vai:
Dada - Reavaliar e redefinir todos os elementos do marketing tendo a co-criação como elemento fundamental numa sociedade regida pelo “Ctrl+c / Ctrl+v”
Data - O marketing torna-se mais científico e a evolução de novas formas de contar histórias torna-se realidade. A proposta é seguir comportamentos e inserir, nas conversações dos consumidores, o conteúdo certo na altura certa.
Alphas - São os formadores de opinião. Quem se manifesta ativamente nas redes digitais, produzindo e compartilhando conteúdo. Deve-se conversar com os consumidores que se importam, com aqueles que partilham e com aqueles que evangelizam, pensando na geração de experiências e oportunidades para a co-colaboração e a co-criação.
Betas - Com o “fim” e o “pronto” deixando de existir, a experimentação contínua é a norma. Para os especialistas do marketing digital, quando o target em causa tem o poder de interferir com a sua mensagem, ficar sentado à espera que algo aconteça é meio caminho andado para a morte.
Jun 24, 2008
Por Rafael Amaral

Apesar de toda a polêmica gerada em torno da estratégia viral adotada pela Cia Athletica com seu video “Gordinhos”, a peça foi shortlist na categoria Film do Festival de Cannes 2008.
Faz pensar bastante sobre a importância de festivais deste tipo. O GP da categoria foi para Gorilla, da Cadbury, e Halo 3.
Jun 20, 2008
Por Rafael Amaral

Enquanto a comunicação individualizada é tratada como tendência nos papos publicitários, lembrei-me de um certo lugar em New York que se mantém firme na sobrecarga de informação publicitária: a Times Square.
Essa, que recebe milhões e milhões de turistas todos os anos, continua com seus muitos e imensos anúncios estáticos, digitais ou interativos. Todo o brilho e excesso de informação que fizeram da Times Square o mito que se mantém até hoje.
E foi vendo o vídeo abaixo que, entre outras coisinhas, descobri algo bastante interessante. Muitos prédios do ponto turístico famoso pela animação no revéillon estão vazios e abrigam apenas os anúncios em suas fachadas. Curioso, não?