Piercing Coca-Cola Zero: Outros olhares
Creio que a ação da língua patrocinada da Coca-Cola é uma idéia diferente, que certamente chamou a atenção de muitas pessoas e desviou os rumos da publicidade convencional, mas achei a ação um tanto radical.
Eu acredito que poucas pessoas serão loucas o suficiente para perfurarem suas línguas apenas para inserir o piercing. Porém, concordo que ações desse tipo causam impacto e isso deve ter agregado resultados positivos.

Bruno Delfino é estudante de publicidade e estagiário na RMG Connect.
Mantém o blog Falando Nisso.
—————————————————————————————-
Costumo não dar muito crédito criativo a campanhas e ações que não me façam pensar de cara “Puxa! Que demais! Por que não pensei nisso antes?!”. É exatamente o caso desta ação da Coca.
Independente das minhas convicções artísticas e estilísticas pessoais que certamente influenciam nesse julgamento, há que se parabenizar e até mesmo agradecer os idealizadores e a própria Coca-Cola, que não me surpreende pelo já consagrado histórico de campanhas criativas e inovadoras.
Em que pese o cuidado que os criativos devem ter com o desejo exacerbado e com a sede desmedida de quebrar paradigmas que muitas vezes se fazem necessários, o mercado publicitário e, talvez ainda mais, os profissionais da publicidade precisam desse tipo de oportunidade e iniciativa.
Um louvável exemplo anti-monotonia e anti-mesmice, na direção contrária da atualidade insossa da publicidade brasileira.
Vale a ressalva de que o ambiente propiciado historicamente por nosso estado paternalista e pela exígua educação e cultura dos cidadãos brasileiros não habilita a maioria da população a decidir sobre algo que pode causar polêmica, já que não é raro encontrar quem considere mutilação a colocação de um piercing.
Mas trata-se de uma discussão sócio-antropológica que, embora deva fazer parte do dia a dia do publicitário, não é nada oportuna.
Um brinde à criatividade!
Gui Pignata é músico, bacharel em Música Popular pela Unicamp, estudante de Publicidade e Propaganda da PUC-Campinas e designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas.










Deixe seu comentário!