Sobre intervenções e performances

26 May 2008 4 Comentários

pantless.jpg

Após publicar o post sobre intervenções, convidei o amigo Ariel Gajardo para opinar sobre o uso de tais performances para fins publicitários. A resposta você confere abaixo:

Eu acho sensacional esse tipo de abordagem. Já escrevi sobre flashmobs, a galera do ImprovEverywhere e de como as marcas poderiam apropriar-se deste conceito para comunicar mensagens, no blog Impacto Criativo.

Assim sendo, vejo na ação do Lastminute.com um quê muito mais intervencionista do que “agregador” - caso dos flashmobs. É sim totalmente válida, afinal foge das já enfadonhas táticas de abordagem ditas “diferenciadas” - como o post no PromoPlanners bem comenta. Ou, como já vi na Paulista, pessoas colhendo assinaturas em troca de “revistas”, também para promover a ida das pessoas ao Teatro, numa aproximação nada estimulante.

Essas intervenções realmente diferenciadas produzem um resultado impressionante quando interagem com o público, o levam a tirar fotos e postar no seu blog ou a assistir um vídeo no YouTube depois, fora o impacto ao vivo impossível de não virar comentário. E com tudo que é ousado e dá certo sempre há o risco, por parte de alguns, de transformar em fórmula o que é fruto de pura criatividade. E elas quase sempre não funcionam como esperado porque perdem o aditivo fundamental: o inesperado.

Descartando os fatores “culhões”, “criatividade” e “adequação”, requisitos básicos para intervenções desse tipo, uma maneira interessante de dar sobrevida à essas ações em meio ao mar de tentativas frustradas é investir na interação e promover uma continuidade do diálogo com o público. Fazer com que a mensagem continue viva pela rede, no MSN, através de SMS ou em um game online. Dosar a medida certa as ferramentas interativas que farão o conteúdo continuar se espalhando e impactando as pessoas.

Apesar disso, só para continuar dando minhas humildes opiniões, flashmobs bem executados são muito mais genuínos, e por isso, eficientes. São feitos, teoricamente, do povo para impressionar o povo. Cabe a agência utilizar de forma adequada as redes sociais e as trocas de informações entre as pessoas para “esquentar” os movimentos, sem perder aquele caráter espontâneo engajador. Empolgar os participantes e facilitar o diálogo entre os entusiastas, dentro de um conceito que pegue o pessoal de jeito e que tenha a ver com o conteúdo da marca. E isso não é fórmula, porque dentro desses conceitos é possível imaginar milhões de possibilidades!

Obviamente, vou continuar pagando um pau para intervenções que deixam a galera boquiaberta, mesmo tendo uma queda muito maior por flashmobs que fazem pequenas massas insanas vibrarem por uma causa aparentemente nonsense.

ariel.jpgAriel Gajardo, 22 anos, é um apaixonado por marketing de guerrilha e os temas que envolvem a sua teoria e prática.

É colaborador nos blogs Sim,Viral e Impacto Criativo e blogou sua monografia sobre o marketing de guerrilha.

Posts relacionados

4 Comentários »

Trackbacks

  1. Ser humano, comportamento e necessidades básicas | Estagiaridade

Deixe seu comentário!

Escreva seu comentário abaixo ou faça um trackback pelo seu site. Você pode também acompanhar os comentários deste post via RSS.

Você pode usar as tags HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Esse blog utiliza o sistema Gravatar. Para sua foto aparecer em seu comentário registre-se.

*
To prove you're a person (not a spam script), type the security word shown in the picture. Click on the picture to hear an audio file of the word.
Click to hear an audio file of the anti-spam word