Sobre intervenções e performances

Após publicar o post sobre intervenções, convidei o amigo Ariel Gajardo para opinar sobre o uso de tais performances para fins publicitários. A resposta você confere abaixo:
Eu acho sensacional esse tipo de abordagem. Já escrevi sobre flashmobs, a galera do ImprovEverywhere e de como as marcas poderiam apropriar-se deste conceito para comunicar mensagens, no blog Impacto Criativo.
Assim sendo, vejo na ação do Lastminute.com um quê muito mais intervencionista do que “agregador” - caso dos flashmobs. É sim totalmente válida, afinal foge das já enfadonhas táticas de abordagem ditas “diferenciadas” - como o post no PromoPlanners bem comenta. Ou, como já vi na Paulista, pessoas colhendo assinaturas em troca de “revistas”, também para promover a ida das pessoas ao Teatro, numa aproximação nada estimulante.
Essas intervenções realmente diferenciadas produzem um resultado impressionante quando interagem com o público, o levam a tirar fotos e postar no seu blog ou a assistir um vídeo no YouTube depois, fora o impacto ao vivo impossível de não virar comentário. E com tudo que é ousado e dá certo sempre há o risco, por parte de alguns, de transformar em fórmula o que é fruto de pura criatividade. E elas quase sempre não funcionam como esperado porque perdem o aditivo fundamental: o inesperado.
Descartando os fatores “culhões”, “criatividade” e “adequação”, requisitos básicos para intervenções desse tipo, uma maneira interessante de dar sobrevida à essas ações em meio ao mar de tentativas frustradas é investir na interação e promover uma continuidade do diálogo com o público. Fazer com que a mensagem continue viva pela rede, no MSN, através de SMS ou em um game online. Dosar a medida certa as ferramentas interativas que farão o conteúdo continuar se espalhando e impactando as pessoas.
Apesar disso, só para continuar dando minhas humildes opiniões, flashmobs bem executados são muito mais genuínos, e por isso, eficientes. São feitos, teoricamente, do povo para impressionar o povo. Cabe a agência utilizar de forma adequada as redes sociais e as trocas de informações entre as pessoas para “esquentar” os movimentos, sem perder aquele caráter espontâneo engajador. Empolgar os participantes e facilitar o diálogo entre os entusiastas, dentro de um conceito que pegue o pessoal de jeito e que tenha a ver com o conteúdo da marca. E isso não é fórmula, porque dentro desses conceitos é possível imaginar milhões de possibilidades!
Obviamente, vou continuar pagando um pau para intervenções que deixam a galera boquiaberta, mesmo tendo uma queda muito maior por flashmobs que fazem pequenas massas insanas vibrarem por uma causa aparentemente nonsense.
Ariel Gajardo, 22 anos, é um apaixonado por marketing de guerrilha e os temas que envolvem a sua teoria e prática.
É colaborador nos blogs Sim,Viral e Impacto Criativo e blogou sua monografia sobre o marketing de guerrilha.





Passei muito tempo sem entrar e hoje fui acessar o blog antigo e dei de cara com o Estagiaridade. Parabéns pelas mudanças e pelos novos desafios. E o Gajardo mandando bem como sempre.
Abraços, Pedro Paes.
http://www.labomboneracriativa.blogspot.com
Pedro Paes’s last blog post..Aborto
Olá Pedro!
Obrigado pelos elogios, volte sempre!
Pedro Paes, valeu pelo elogio…
Abraços!
Ariel Gajardo’s last blog post..JWT era a agência da Eisenbahn? Não era a CCZ, de Curitiba?
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