Vale a pena fazer “o novo pelo novo”?

25 July 2008 6 Comentários

Há algum tempo uma ação da Adidas fez certo sucesso nos blogs de publicidade. A campanha leva o nome de “This is not a Jersey” enfatizando que a camiseta do time de rugby All Blacks é mais que uma simples peça de roupa. Que na verdade, representa a tradição e o espírito de superação do time.

A ação vai também usar nanotecnologia para gravar a assinatura de fãs na linha que vai costurar o emblema do time na camiseta do capitão. E é daí que partiu um questionamento do Rodrigo Coelho:

Nós trabalhamos com comunicação! Forma e conteúdo tem, forçosamente, de andar de mãos dadas, caso contrário a mensagem fica, ou vazia, por um lado, ou incompreensível, por outro.

Essa questão de fazer “o novo pelo novo” me complica. Como numa discussão com o Helder Encarnação, sobre os méritos de ser pioneiro ou seguidor.

Existem diversos prós e contras e é difícil chegar a uma conclusão definitiva.

Quanto ao caso da camiseta, o intuito da campanha é bacana e engaja o torcedor que, convenhamos, é fanático. Ainda mais pelo ato trabalhar o orgulho da pessoa, afinal, o nome do torcedor jamais será visto em alguma transmissão.

Já em geral, acho que o novo pelo novo às vezes é justificável. A experimentação pode gerar excelentes frutos.

Mas acabo ficando em cima do muro. Até que me convençam.

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6 Comentários »

  • Alex Luna disse:

    O problema é que se você for inovador demais, ninguém entende. Mas se for de menos, vai ser igual a todo mundo. E se for pra ser igual a todo mundo, é melhor não gastar dinheiro com propaganda.

    A inovação é necessária, porque o velho não se diferencia.

    E o nosso trabalho é criar esta diferença.

    O último post deAlex Luna foi João Pessoa, do antigo ap do meu pai

  • Helder Encarnação disse:

    Obrigado pela referência, Rafael ;)
    É uma honra poder fazer parte de um artigo do Estagiaridade.
    A discussão dá pano para mangas…

    Abraço!

    O último post deHelder Encarnação foi De quem é a culpa? Façam o teste.

  • Rafael Amaral disse:

    Se o propósito por trás da ação “inovadora” é sólido, concordo integralmente.

    A questão é quando se inova pelo simples fato de gerar awareness sobre essa situação. Criar uma sensação momentânea de cool, “pra frente”.

    Pode até funcionar para uma marca ou outra, mas é um campo muito volátil para se apoiar todo o fortalecimento da brand.

  • Rodrigo Alexandre Coelho disse:

    Na campanha “This is not a Jersey” a questão do uso da nanotecnologia me pareceu, parafraseando você: sem um propósito sólido por trás da ação inovadora. Mas parece estar claro que sou minoria.
    De qualquer forma, acho que o post serve muito mais para nos questionarmos sempre sobre como estamos fazendo publicidade, coisa que aliás eu sempre vejo aqui no Estagiaridade e que sempre que possível também faço no Nova Mídia - Novo Marketing.

    O último post deRodrigo Alexandre Coelho foi Melhor que geladeira USB

  • Rodolfo Araújo disse:

    Inovação por inovação não vende. É preciso um propósito e as ferramentas corretas.

    Convido a lerem meu post que aborda o tema da redação publicitária em si e alguns quesitos pertinentes ao tema:

    http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2008/11/conselhos-pela-culatra.html

    Abraços,
    Rodolfo.
    http://rodolfo.typepad.com

  • Rafael Amaral disse:

    Obrigado pela visita, Rodolfo. Vou conferir seu post.

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